Quando menos esperava
ela veio.
Veio pisando entre-cortando as passadas,
gingando os quadris.
Malemolencia insana e rebelde.
Desfez meus hábitos.
Tirou-me do jazigo do Eu:
a solidão que tanto me assolava.
Edifício que eu mesmo construí
com a ausencia dos ausentes.
Agora posso experimentar a delicadeza dos lábios,
e a intransigencia que sinto num debate.
Pois este ego está cheio das teias rudes do antigo jazigo.
Posso acariciar-lhe a face
e condenar os seus atos.
Justamente porque agora posso dar-lhe um nome,
e este não soaria melhor do que:
Felicidade
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