sábado, 17 de julho de 2010

O último gole de vinho

Quando aparece o silêncio
dissonâncias hão de vir.
Basta uma pausa e delicadamente
O si e o fá demonstram
seu diablo in musica

Interrogo minha psique a cada dia.
Mas alguns dias tudo fica nebuloso.
Basta um respiro incompreendido
E o que há de paternal impregna em minha pele.

As portas rangem estritamente,
num soco de nervos.
As notas cismam não obedecer
o espírito irriquieto.

Todos demonstram hostilidade.
- Seu embriagado, de nervos,
de álcool, de humanidade... -
Apenas desejo o diálogo.

Como demonstram medo,
simplismente escolhem a hostilidade.
E os olhos remontam as palavras mal escritas,
deixando um pedaço de finesse.
Coisa própria aos olhos de um artista.

E com tudo, apenas noto a frase:
Ele...
Com o E de grande porte,
referindo simplismente a mim.

Daí os nervos respondem.
Impoderavelmente!

Resta à mim o que há de paternal.
Estrago a noite fria
tomando as últimas gotas de fruta que restam da garrafa.

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