segunda-feira, 19 de abril de 2010

Poesia de Intrigas

Teus cabelos,
tua língua, e
teus dedos de fogo
queimaram minha boca.

Acreditei no respiro silencioso
mas não detive as bolhas "palavrais"
emergindo do ardor
e do calor da queimadura,
dinamitando aquele todo que já era nada.

Com fogo não se pode brincar,
mas a jocosidade da cena
abriu novas possibilidades de imagens.

Dor não existiu:
doe-se o que sente.
O inacessível ao tato
é mera brincadeira metafísica.

Como os cabelos, dedos e lábios de fogo.
E minha deliciosa e ilustrativa canção:
Poesia de intrigas

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