Teus cabelos,
tua língua, e
teus dedos de fogo
queimaram minha boca.
Acreditei no respiro silencioso
mas não detive as bolhas "palavrais"
emergindo do ardor
e do calor da queimadura,
dinamitando aquele todo que já era nada.
Com fogo não se pode brincar,
mas a jocosidade da cena
abriu novas possibilidades de imagens.
Dor não existiu:
doe-se o que sente.
O inacessível ao tato
é mera brincadeira metafísica.
Como os cabelos, dedos e lábios de fogo.
E minha deliciosa e ilustrativa canção:
Poesia de intrigas
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